Deputados cearenses divergem sobre força eleitoral de Lula

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    Luizianne defende que a liderança de Lula incentiva ataques contra ele. Foto: Ag. Câmara

    Na semana em que o ex-presidente Lula vai ficar, pela primeira vez, cara a cara com o juiz Sérgio Moro, no depoimento marcado para quarta-feira (dia 10 de maio), a força política do petista volta ao centro do debate.

    Além disso, recentes pesquisas de opinião sobre a eleição de 2018 têm colocado o ex-presidente na dianteira em simulações de possíveis cenários para o próximo pleito.

    Divergências
    Mas o movimento chamado “volta Lula” causa divergências. Enquanto militantes de esquerda defendem que o ex-presidente Lula poderia garantir o retorno da liderança do Partido dos Trabalhadores em 2018, os que hoje estão no governo defendem o contrário e dizem que a força eleitoral de Lula está mais no recall do que no desejo popular por um novo mandato.

    Liderança
    Parlamentares e militantes petistas defendem a candidatura de Lula em 2018. Caso da deputada federal Luizianne Lins (PT) que lembra a trajetória do petista e critica a tentativa de, segundo ela, criminalizar Lula, “um líder popular respeitado no Brasil e no mundo, pelas grandes conquistas sociais de sua gestão”. Segundo Lins, a liderança do ex-presidente nas ruas “só faz aumentar os ataques contra ele”.

    “A cada pesquisa que mostra Lula em primeiro lugar, em qualquer cenário, nas eleições de 2018, aumentam os ataques contra ele em todas as dimensões: midiática, política e jurídica. Lula foi o maior presidente da história do Brasil e tanto a sua liderança como os ataques sistemáticos que sofre são reflexos do legado construído por ele. O povo, grande beneficiado das inúmeras políticas sociais implementadas nos governos Lula, reconhece como a vida melhorou nesse período”, disse Luizianne.

    Protagonismo
    Na mesma linha, o deputado Chico Lopes (PCdoB) disse que Lula é respeitado no mundo inteiro “por tirar mais de 40 milhões de pessoas da miséria, em oito anos na presidência do Brasil, que vivenciou profundas e positivas mudanças sociais e ganhou novo protagonismo internacional durante a gestão do campo popular, da qual fez parte o PCdoB”, acentuou.

    “Com todo respeito a quem esteja interessado nesse tipo de ação, o povo brasileiro é muito inteligente e percebe que algo nisso tudo soa forçado demais, que tudo isso soa como um movimento orquestrado, claramente desenhado, com um propósito que passa bem longe de justiça e não é nada imparcial”, afirma Chico Lopes, frisando que não se vê o mesmo empenho para apurar as várias e graves denúncias já registradas contra o presidente Michel Temer (PMDB), o senador tucano, Aécio Neves e “vários ministros” do atual governo.

    Recall
    Já o tucano Raimundo Gomes de Matos credita as atuais pesquisas refletem o momento político atual e, no caso do ex-presidente Lula, “a preferência reflete acima de tudo o recall”. “Ainda não existem candidaturas consolidadas dos partidos para presidência da República e, por isso, ele leva uma grande vantagem. Claro que ainda alguns meses pela frente e muitas articulações poderão modificar estes cenários. A própria questão da operação Lava Jato pode vir a influenciar em várias pré-candidaturas. Não dá para se aferir por este resultado [das pesquisas], que demonstra o sentimento do que poderá acontecer em 2018”, frisou o tucano.

    Mais
    Na última pesquisa Datafolha, divulgada na semana passada, o ex-presidente Lula (PT) lidera todos os cenários para o 1º turno da eleição presidencial de 2018, e nas simulações de 2º só é alcançado por Marina Silva (Rede) e Sérgio Moro (sem partido), com quem empataria em uma disputa direta. Tendo como base de comparação cenários já testados em pesquisas anteriores, o petista ampliou sua liderança, e agora tem Jair Bolsonaro (PSC), que obteve taxa expressiva de crescimento, como adversário mais próximo ao lado de Marina Silva.

    Com informações do OE

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