O Brasil que não avança | Fevereiro/2017

O Brasil que não avança | Fevereiro/2017

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A jovem democracia brasileira, conquistada a tão alto preço pagos com lutas e vidas, em nome de uma nação livre e soberana, saiu da ditadura para o neolibe-ralismo, passando pelo populismo e voltando para o neolibera- lismo.
O Brasil vive um efeito sanfona e não avança, só para ilustrar, alguns exemplos:
– A estatal Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro extinta em 15 de outubro de 1997, determinada pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Foi a maior e mais tradicional armadora brasileira, fundada em 19 de fevereiro de 1890, na República, durante o governo do marechal Hermes da Fonseca. Na segunda década do século XX, a companhia já era a maior do País. Em 1939, por exemplo, tinha frota de 122 navios, que dava ao Brasil a liderança no setor marítimo na América do Sul. (Artigo publicado no jornal A Tribuna de Santos em 15/10/1998);
– A RFFSA, criada pela Lei nº 3.115, de 16 de março de 1957, e dissolvida pelo Decreto nº 3.277, de 7 de dezembro de 1999, reunia 18 ferrovias regionais, e tinha como intuito promover e gerir o desenvolvimento no setor de transportes ferroviários. Seus serviços estenderam-se por 40 anos antes de sua desestatização, promo- vida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, operando em quatro das cinco regiões brasileiras, em 19 unidades da federação.
No Ceará, a linha sul ligava Fortaleza ao Crato e a linha norte passando por Sobral, até Teresina/PI. Hoje, a linha sul só vai até Pacatuba e a linha oeste só até Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.
No interior um trenzinho de superfície vai do Juazeiro ao Crato e em Sobral, um VLT, liga alguns bairros da cidade, em média de 13 km cada.
O então governador Tasso Jereissati (PSDB), seguindo orientação de FHC, causou estragos irreparáveis vendendo a Coelce e a Teleceará (hoje Oi), que prestam serviços de péssima qualidade.

Luciano Moreira
Jornalista – DRT/CE Nº 3411
ACEJI Matricula 1593
jornalexpressoce@gmail.com

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