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O governo chinês advertiu neste domingo (4) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que "não quer uma guerra comercial" com o país, mas não hesitará em "tomar medidas necessárias" para defender seus interesses.

De acordo com o porta-voz do parlamento chinês, Zhang Yesui, a China "não ficará de braços cruzados" no que diz respeito às pesadas tarifas sobre as importações norte-americanas de aço e alumínio, além da ameaça feita pelo magnata de impor "taxas de reciprocidade" aos parceiros comerciais.



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Na última quinta-feira (1), Trump anunciou uma taxa de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre a de alumínio por parte dos Estados Unidos. A medida deve entrar em vigor esta semana.



Em sua conta no Twitter, ele causou polêmica ao escrever que "guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar". Após a declaração, o mercado reagiu negativamente e teve queda das bolsas em todo o mundo.

O anúncio sobre as novas tarifas para importação ativou a União Européia, que afirmou sobre possíveis represálias, e foi um choque para o México e Canadá, pois são países em negociações para reformular o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA).

Em relação ao Brasil, as consequências são diretas, já que o país é o segundo maior exportador para o mercado dos EUA.

Autoridades do governo brasileiro e indústrias de aço estavam negociando com norte-americanos para que o país ficasse de fora das medidas de segurança nacional impostas pelo republicano.

"O posicionamento oficial brasileiro se baseia no fato da nossa exportação para aquele país ser de semiacabados, atendendo a necessidade americana de complementariedade numa longa e sólida relação comercial", informou a nota do Instituto Aço Brasil.

Por sua vez, Wilbur Ross, secretário de comércio dos EUA, ficou a favor da medida imposta por Trump e não deu muita importância ao possível impacto sobre a matéria-prima.

Ontem (4), a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, falou sobre a sua grande preocupação com as tarifas de importação no seu país, impostas por Trump.

Segundo o diretor da UK Steel, associação do setor siderúrgico, Richard Warren, a alta das tarifas pode impactar de uma forma negativa a economia do Reino Unido. No entanto, Trump fez nova publicação na rede social afirmando que as indústrias estão mortas.

"Estamos no lado perdedor de quase todos os acordos comerciais. Nossos amigos e inimigos se aproveitaram dos EUA por muitos anos", escreveu.

O movimento protecionista norte-americano está cumprindo a promessa de proteger os fabricantes, mas os republicanos que defendem o livre mercado e os parceiros comerciais dos Estados Unidos alertam que isso pode provocar uma guerra comercial ainda maior. (ANSA)