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O diretor da Agência Federal de Inteligência da Argentina, Gustavo Arribas, estaria envolvido em escândalo de corrupção investigado pela Operação Descartes – um desdobramento da Lava Jato.

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Ele teria ligação com um esquema criado pelo Consórcio Soma, de produtos de limpeza, que usava empresas de fachada para desviar recursos. Uma delas teria transferido US$ 850 mil a Arribas.

O consórcio contatava empresas de fachada para a emissão de notas fiscais falsas de produtos de limpeza. Quando os recibos eram emitidos, o Soma transferia o valor para as companhias.



De acordo com o delegado da Polícia Federal do Brasil Victor Hugo Rodrigues Alves Ferreira, esse dinheiro "saiu do Brasil, passou por uma conta em Hong Kong e foi parar na Argentina, em uma conta ligada ao diretor de Inteligência daquele país".

Segundo a PF, as acusações foram baseadas em depoimentos dos doleiros Alberto Youssef e Leonardo Meirelles, que colaboraram com a Lava Jato. Em 2017, Arribas fora acusado de receber propinas da empreiteira brasileira Odebrecht, assim como o presidente argentino, Mauricio Macri. Meirelles, através de delação, disse que Arribas teria recebido cinco transferências, totalizando US$ 594,5 mil. Com informações da Ansa.