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A leishmaniose visceral – doença causada por um parasita e transmitida ao homem por meio da picada de mosquito – está em queda no Brasil, mas tem registrado um crescente número de casos no estado de São Paulo.

Segundo dados divulgados pelo UOL, em 2016, o estado registrou 118 casos de leishmaniose visceral, com dez mortos. Ano passado, foram 121 e sete óbitos até 19 de dezembro.



Como explica a publicação, a maioria das pessoas infectadas não desenvolve a leishmaniose visceral. No entanto, se não diagnosticada e tratada a tempo, a doença mata em 90% dos casos. Não há vacina que previna a contaminação.

Um estudo sobre a dispersão territorial da leishmaniose visceral no estado mostra que a doença está se espalhando por municípios paulistas e que avançará para a capital.



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De acordo com a pesquisa, a doença se espalhou de acordo com a construção da ferrovia Novoeste (1952), da rodovia Marechal Rondon (1988) e do gasoduto Bolívia-Brasil (1998), até chegar à região central paulista (Araçatuba e Bauru).

"A doença fatalmente chegará à capital. Do ponto de vista epidemiológico, é a crônica de uma morte anunciada. Quando olhamos a dispersão dos casos, eles vão na direção certinha de São Paulo. É só uma questão de tempo", explica o infectologista Luiz Euribel Prestes Carneiro, orientador da pesquisa, em entrevista ao site.

O trabalho é fruto de uma dissertação de mestrado do médico Rodrigo Sala Ferro defendida na Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), com dados da Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e da Secretaria de Estado da Saúde.

Sintomas

Febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular, anemia e outras manifestações.

Prevenção

Combate ao mosquito com limpeza de quintais, limpeza dos abrigos de animais domésticos e uso de coleira com inseticida

Tratamento

A doença tem tratamento gratuito pelo SUS. No entanto, os medicamentos não eliminam por completo o parasita em humanos e em cães.

Nos cães, o tratamento pode resultar no desaparecimento dos sinais clínicos, mas eles continuam sendo reservatórios do parasita.