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A fila de espera por um visto de refugiado no Brasil soma 86 mil estrangeiros. Só em 2017, nas contas do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), 33.886 migrantes pediram refúgio no país. A grande maioria dos pedidos vêm de venezuelanos (17.865), seguidos de cubanos (2.373) e haitianos (2.036) A grande espera é justificada pela quantidade de funcionários responsáveis por atender à demanda: 14.

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Em 2017, apenas 1.179 das 33.886 solicitações foram analisadas – ou seja, menos de 5%. Coordenador do Conare, Bernardo Laferté contou ao G1 que o tempo médio de espera dos aspirantes a refugiados é de dois anos.

Até 2016, o prazo máximo era de um ano e meio. "Mesmo dobrando a nossa força de trabalho, o número é tão grande que a gente não consegue dar vazão a ele", revelou Laferté.



Enquanto aguardam o parecer do Conare, os imigrantes recebem um protocolo provisório – que garantem direitos como saúde e educação públicas, além de direito a trabalho. De acordo com o Conare, há ainda uma "quantidade considerável de pedidos arquivados ou extintos". Nestes casos, contou o comitê ao G1, o migrante regulariza a situação por outros motivos.