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Cerca de 50 sem-tetos moram no cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte de São Paulo – segundo maior da cidade, com 21 mil sepulturas e gavetas, distribuídas em 350 mil m². Segundo reportagem da BBC Brasil, o local é repleto de animais em decomposição, o que gera um forte cheiro e atrai urubus.

Entre os moradores do cemitério estão homens, mulheres, idosos e travestis. Eles dizem vetar a presença de crianças, pois o ambiente é insalubre e tem constante uso de drogas.



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Por conta da grande quantidade de ratos e baratas no local e das fortes chuvas de verão, os moradores do cemitério da Vila Nova Cachoeirinha contaram que arrastam pedras de mármore que cobrem os túmulos e dormem dentro das gavetas, ao lado dos caixões. A informação foi confirmada à BBC por funcionários.



Consultada pela reportagem, a prefeitura de São Paulo reconhece que "é recorrente a montagem por dependentes químicos de tendas dentro e fora do Cemitério Vila Nova Cachoeirinha para o consumo de drogas". As barracas são "retiradas pelos funcionário, mas logo surgem outras no local". Sobre a presença de animais mortos, a administração municipal disse que "aciona, sempre que necessário, o Centro de Zoonoses para tomar providências", além de haver uma empresa responsável pela limpeza e retirada de mato da área.