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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou, nessa terça-feira (6), a abertura de investigação para apurar o vazamento de sua decisão, que determinou a quebra do sigilo fiscal do presidente Michel Temer e dos demais investigados no inquérito que trata do suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A, por meio da edição do chamado Decreto dos Portos, assinado pelo governo em maio do ano passado.

Hoje (7), ele reiterou que sua ordem era sigilosa, momentos antes de entrar para a sessão da Corte. "[A quebra do sigilo bancário de Temer] É um procedimento sigiloso. As palavras perderam o sentido no Brasil", disse o ministro.



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A decisão de apurar o vazamento foi tomada pelo ministro, que é relator do caso, após a defesa do presidente pedir acesso à decisão. Com a medida, Barroso pretende descobrir como os advogados conseguiram chegar a detalhes da decisão, incluindo o número da quebra do sigilo.



A decisão não foi tornada pública pelo ministro porque está em segredo de Justiça, mas foi divulgada pelo site da revista Veja. No entanto, na publicação, não havia detalhes sobre o despacho.

Segundo o portal G1, a defesa de Michel Temer negou o vazamento e explicou que os números citados nas petições, pedindo acesso ao procedimento de quebra de sigilo bancário do presidente, foram obtidos no "Diário de Justiça Eletrônico", que está disponível no site Supremo Tribunal Federal.