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A ativista francesa Melodie Nameghi, autora de um protesto contra Silvio Berlusconi durante as eleições italianas do último domingo (4), afirmou que o ex-primeiro-ministro estava "muito assustado" e reagira como um "covarde".

A declaração foi dada à "Rai Radio 1", três dias depois de Nameghi, integrante do grupo "Femen", ter subido na mesa do colégio eleitoral onde Berlusconi votava e, sobre o torso nu, exibido a frase "seu tempo acabou".



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O ex-premier, envolvido em uma série de processos na Justiça e escândalos sexuais, abaixou a cabeça, virou o rosto e foi embora. "Ah, tem razão, meu tempo na fila de espera acabou, ela quis dizer", ironizou pouco depois.



"Vi que ele estava muito assustado e reagiu como o covarde que é", disse a ativista, acrescentando que o líder conservador estava "totalmente desorientado e não soube fazer outra coisa que não abaixar a cabeça, olhar para os pés e ir embora rapidamente".

"Berlusconi é conhecido por seus escândalos sexuais, seus encontros com prostitutas. Não nos esqueçamos do 'Rubygate'. Subi na mesa porque, ao menos uma vez, Berlusconi precisava de uma mulher sobre ele e a quem ele não tivesse pagado", salientou Nameghi.

O "caso Ruby", referência a uma ex-garota de programa marroquina, quase levou o ex-premier à cadeia por prostituição de menores e abuso de poder, mas ele acabou absolvido em última instância. No entanto, agora Berlusconi está sendo processado por suspeita de ter corrompido testemunhas.

"Era o dia perfeito para lembrar a Berlusconi que o sexismo e misoginia estão superados", concluiu a ativista do Femen, que tem 29 anos e origem iraniana. Com informações da ANSA.