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O envenenamento do ex-espião russo Serghei Skripal e de sua filha Yulia foi uma "tentativa de homicídio" por meio de um "agente químico". As informações são do responsável pelo setor antiterrorismo da Scotland Yard, Mark Rowley. Sem entrar em detalhes, pois não pode falar sobre o assunto "no momento", Rowley se limitou a dizer que Skripal era "um alvo direcionado" e que as vítimas continuam no hospital em condições "críticas".

O policial ainda afirmou que o ataque apresenta "riscos modestos" para o público. No entanto, restaurantes e pubs de Salisbury, onde Skripal foi encontrado desnorteado, continuam fechados. De acordo com jornais britânicos, como o "Times", "Daily Telegraph" e "The Guardian", trata-se de um ataque russo contra o ex-espião.



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A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, confirmou a possibilidade de boicotar a Copa do Mundo de 2018 – que acontecerá na Rússia -, caso seja comprovada a participação do Kremlin na tentativa de assassinato.



Skripal era membro dos serviços secretos militares russos. No entanto, há alguns anos, descobriu-se que ele era agente duplo e que atuava para a inteligência britânica do MI6 – a quem teria entregado a identidade de outros espiões russos que atuavam no Reino Unido.

O caso relembra o de outro agente de Moscou, Alexander Litvinenko, morto em 2006 por envenenamento com substância radioativa. Litvinenko tinha 43 anos e havia fugido da Rússia após se tornar crítico do governo. Com informações da ANSA.