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O presidente Michel Temer se reuniu nesta quinta-feira (1) com governadores e ministros e anunciou uma linha de crédito de R$ 42 bilhões para os estados investirem em segurança pública. Para o especialista em estratégia na área, Ricardo Gennari, diretor da Tróia Estratégia, mesmo com a liberação desse montante, ainda vai faltar dinheiro para área.

"Os recursos que vários governadores ontem reclamaram não ter, no meu entender vai continuar faltando. Como o próprio general Braga Neto disse, a gente está trabalhando com recursos já disponíveis no ministério", disse.



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Gennari justifica o argumento por conta de que a maior parte desses recursos serão liberados via Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).



Do total, R$ 5 bilhões serão disponibilizados já em 2018, sendo R$ 4 bilhões em recursos do BNDES. Entre 2019 e 2022, serão liberados os demais R$ 37 bilhões, dos quais R$ 29,6 bilhões virão do BNDES.

"Vários Estados não terão acesso a esse recurso por problemas de dívidas com o próprio BNDES", afirmou.

Além disso, para Gennari não basta só receber recursos. Os Estados precisam pensar estratégias de como usar esse dinheiro para melhorar a segurança.

"Antes de receber o recurso, os Estados precisam saber o que vai fazer e o quais são as prioridades", completou.

Ricardo Gennari também aproveitou a ocasião para ponderar dizendo que "não existe solução a curto prazo".

"A gente fica sempre correndo para apagar o incêndio. A gente nunca realmente prepara para que isso não aconteça. Então o que está acontecendo é a gente não ter condições de suprir as necessidades de segurança pública que os estados já tinham", completou.

O plano anunciando por Temer tem como objetivo, de 2019 a 2022, aumentar os investimentos nos equipamentos penitenciários, ferramentas de controle e aumentar o patrulhamento das áreas de fronteira.

O programa será gerido por um comitê composto pelos ministérios da Segurança Pública, Casa Civil, Defesa, Planejamento, além da Secretaria de Governo, Gabinete de Segurança Institucional da Presidência e BNDES. Com informações da Sputnik News.