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Depois do caso de envenenamento de um ex-espião russo e sua filha, o governo britânico uma reunião de emergência nesta quarta-feira (7) para examinar o caso. Já os especialistas tentam identificar a substância tóxica usada, informa o Correio do Povo.

No domingo (4), Serguei Skripal, de 66 anos, ex-coronel do serviços secreto militar russo que passou informações aos britânicos, e sua filha Yulia, de 33 anos, que mora na Rússia e visitava o pai, foram encontrados inconscientes em um banco de uma rua da cidade inglesa de Salisbury, sudoeste da Inglaterra. Eles seguem entre a vida e a morte.



Testemunhas disseram que pai e filha pareciam estar sob efeitos da heroína e não apresentavam ferimentos visíveis. Ambos estão em um hospital da cidade "por suspeitas de exposição a uma substância desconhecida", informou a polícia do condado de Wiltshire. A ministra britânica do Interior, Amber Rudd, presidirá a reunião do gabinete de crise "Cobra". Esse grupo une alguns membros do governo e a primeira-ministra Theresa May e é acionado somente em caso de atentados.

O ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson, afirmou na terça-feira (6), no Parlamento, que a Rússia é "uma força maligna e perturbadora". Vale destacar que este não é o primeiro caso de exilado russo envenenado no Reino Unido: antes as vítimas foram Alexander Litvinenko (2006) e Alexander Perepilichni (2012).



A Russia, através de sua embaixada em Londres, criticou as declarações de Johnson."Ele fala como se a investigação estivesse concluída, como se a Rússia tivesse sido julgada responsável pelo que aconteceu", afirmou a representação em um comunicado. Já em Moscou, um porta-voz do Kremlin afirmou que o país está "disposto a cooperar" com a investigação, mas que nenhum pedido foi encaminhado.