COMPARTILHAR

O Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se pela manutenção da prisão preventiva de Felipe Picciani, réu da Operação Cadeia Velha, que apura a prática de corrupção e outros crimes envolvendo a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em habeas corpus, a defesa alega que não ficou provado o vínculo do acusado com a atividade política de seu pai, o deputado estadual Jorge Picciani, também preso. O caso será julgado amanhã (7) pela 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

De acordo com a investigação, Felipe Picciani, sócio-administrador da agropecuária Agrobilara junto com seu pai, usava a empresa para receber propina, por meio de operações de venda de gado, para beneficiar empreiteiras e empresários no estado.



+ Quando Lula pode ser preso? Saiba quais são as alternativas do petista

Os procuradores regionais da República responsáveis pela apuração detalharam pelo menos dois casos de lavagem de dinheiro nesse esquema: uma superfaturada à Carioca Engenharia e outra subfaturada à Josan Agropecuária, do ex-presidente do Tribunal de Contas estadual (TCE/RJ) Jonas Lopes.



Para o MPF na 2ª Região, a liberdade do acusado representa um perigo concreto à sociedade, pois são evidentes as provas da prática dos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Os investigadores argumentam que a concessão de HC neste momento do processo colocaria em risco a aplicação da lei penal e o prosseguimento das investigações. “A suspensão da prisão poderia acarretar, por exemplo, a obstrução de investigações relativas a crimes antecedentes a estes”, defende o parecer. “A prisão é a melhor medida para paralisar de forma imediata as atividades da organização criminosa”.

Outros réus – Na mesma sessão, ainda serão julgados os HCs de Andreia Cardoso do Nascimento e Fábio Cardoso do Nascimento, ambos atualmente presos; de Jorge Luiz Ribeiro, em prisão domiciliar para tratamento de saúde; e Ana Cláudia dos Santos Andrade, que teve liberdade concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).