COMPARTILHAR

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), começou a planejar viagens e reuniões pelo Brasil, com o propósito de se tornar mais conhecido. Ele lançou sua pré-candidatura à presidência da República nesta quinta-feira (8), durante a convenção nacional do seu partido.

A agenda contempla até mesmo o município de Catolé do Rocha, na Paraíba, cidade natal do pai, César Maia, ex-prefeito do Rio.



"Minha candidatura vai decolar. Pode escrever. Não tem plano B. Pode escrever aí: estou no segundo turno com certeza", declarou Maia em entrevista à imprensa, após a convenção. "Não tenho dúvida de que nossa candidatura estará no segundo turno e sairemos com vitória", reforçou o parlamentar.

Rodrigo Maia, de acordo com informações da Folha de S. Paulo, também deve estreitar o diálogo com empresários e outros partidos, a fim de dar sustentação à sua candidatura, o que já pôde ser confirmado hoje, quando legendas da base do governo – PP, PR e Solidariedade – estiveram presentes ao evento e sinalizaram apoio a ele.



+ Maia diz não ter dúvida de que estará no 2º turno e sairá vitorioso

+ Fachin envia denúncia contra Lula e Dilma para Justiça Federal no DF

"Nós do Partido Progressista temos muita esperança em você, de você empenhar nossas bandeiras. Sei que você vai percorrer esse país e os progressistas estarão ao seu lado", disse o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI),

O objetivo é fazer com que o presidente da Câmara decole nas pesquisa de intenção de voto, pois até agora só foi lembrado por 1% dos eleitores. Segundo aliados, o prazo para isso ocorrer é até maio, quando planejam que ele alcance pelo menos 7% da preferência da população.

Ao discursar, Maia adotou um discurso próprio, defendendo renovação da política. "Minha opinião é que o Democratas não tem nenhuma necessidade de ser governo. Nossa pauta continuará sendo a de interesse do Brasil, independente de estar no governo ou na oposição. Não é atrás de cargos que o Democratas está", disse.

A ideia é manter-se independente em relação a um governo que tem baixíssimos índices de aprovação e, dessa forma, poder criticá-lo. "Tem coisas do governo do presidente Michel Temer que eu acredito. Tem outras agendas que não foram cumpridas e, na hora certa, poderei criticar", declarou.