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Os profissionais da educação de São Paulo (municipais e estaduais) estão fazendo uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (8). Uma assembleia marcada para às 14h de hoje, em frente à Prefeitura da capital, deve decidir se eles entram ou não em greve. As reinvidicações são variadas.

Como explica o UOL, os servidores da capital protestam contra a reforma da Previdência municipal, que está em discussão na Câmara Municipal. O projeto visa aumentar a contribuição do servidor e instituir um sistema de previdência complementar.



Ao todo, 80 mil profissionais atuam na sua rede de ensino da cidade de São Paulo.

Nas regras atuais, o funcionário público contribui com 11% de seus vencimentos, complementados por participação da Prefeitura de 22%. A principal mudança proposta por Doria é aumentar essa alíquota do funcionário para 14% e adicionar uma alíquota suplementar temporária, que varia de acordo com a faixa salarial, que pode fazer com que a contribuição seja até 18,2% do rendimento do servidor.



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Justificando a proposta, a prefeitura afirma que em 2017 teve um déficit de R$ 4,7 bilhões na Previdência, custeado pelo Tesouro municipal.

Os vereadores tentam aprovar as mudanças antes de 6 de abril, data em que o prefeito João Doria deve deixar o cargo para disputar o governo de São Paulo.