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Dados do Portal da Transparência do Rio revelam que a segurança no estado consumiu R$ 9,9 bilhões no último ano, mas apenas 0,14% deste valor foi voltado para investimentos no setor. Enquanto isso, despesas de pessoal continuam aumentando.

Segundo o levantamento do jornal 'O Globo', os números revelam que o efetivo da Polícia Militar, por exemplo, era de 38 mil agentes antes de começar a série de contratações. Agora, a corporação conta com a atuação de 44.276 policiais. A partir de 2007, a despesa com pessoal subiu de R$ 2 bilhões para R$ 8,23 bilhões.

Para o ex-secretário de Segurança do Distrito Federal e conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Arthur Trindade, o estudo revela erros da gestão fluminense.

"Gastamos no teto da capacidade dos estados e gastamos mal, no sentido de que os profissionais estão sempre insatisfeitos com salários, com toda razão, e o policiamento é insuficiente. Além disso, investe-se muito pouco. É um cenário difícil. E qual é a fórmula? Certamente passa por aumentar os gastos. Mas não adianta nada se os recursos continuarem todos indo para a folha de pagamento", diz Arthur Trindade, ex-secretário de Segurança do Distrito Federal e conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para se ter uma ideia, os gastos com Segurança Pública no estado, em 2007, foram de R$ 4,35 bilhões, em valores não corrigidos. Deste total, despesas de pessoal representavam uma parcela de 46% e investimentos, 1,29%. Em 2017, a folha de pagamento já consumia 83% do total de gastos do setor (R$ 8,23 bilhões).

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