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Fotos de um ensaior fotográfico de uma debutante de Belém causaram repercussão na rede social por mostrarem a jovem de 15 anos interagindo com atores vestidos de escravos.

Nas imagens, publicadas inicialmente na página de Instagram do cerimonial, a jovem aparece sendo servida e vestida por negros. O ensaio foi feito em um sítio nesta quarta-feira (14). Rapidamente, reproduções das fotos começaram a se multiplicar em posts críticos na internet.



"Racismo implícito, institucionalizado, racismo caracterizado como necessidade para retratar o luxo e a riqueza", escreveu uma das internautas que publicaram críticas à festa.

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Em entrevista ao G1, a ativista Flávia Ribeiro também condenou o tema. “Está sendo retratada ali uma pessoa que foi sequestrada, obrigada a trabalhar e que passou anos nessa condição de não ser considerada uma pessoa. Essa é uma dor que durou por quatro séculos e esse povo carrega esse carga até hoje. Ela usaria alguém de um campo de concentração nazista na festa dela? Acho que não", argumenta Flávia, integrante do Cedenpa, Rede de Mulheres Negras do Pará, Rede Fulanas e Rede Nacional de Ciberativistas Negras.

A mãe da debutante, Bianca Castilho, diz que houve uma interpretação "deturpada" do ensaio. “Precisam saber o que de fato se passa por trás da imagem, qual o real significado. A escravidão é algo que é fato, sabemos que ainda existe o racismo! E a foto foge do tema real da festa da debutante que é o imperialismo, ‘Jardim imperial’. É fácil criticar sem ter base acerca do assunto, pois é bem mais abrangente!”, disse a mãe.

A família da aniversariante estaria cogitando acionar a Justiça. “Queríamos acrescentar que a pessoa que evidenciou a postagem acrescentou palavras à imagem que viralizou na internet. Podemos até processar a pessoa que começou todo esse movimento em desfavor do sonho em ter uma festa de 15 anos, que é o momento único para uma adolescente como a minha filha”.

A cerimonialista responsável pelo festa e pela publicação das imagens, Lorena Machado, chegou a escrever um post de desculpas, mas depois apagou a mensagem. Segundo ela, a produção nunca quis ofender negros.