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Adversários do prefeito João Doria, Floriano Pesaro e José Aníbal entrarão na Justiça eleitoral nesta sexta-feira (16) contra a executiva do PSDB pela cobrança de uma taxa de R$ 45 mil para a inscrição nas prévias estaduais.

"Não nos resta outra alternativa, porque a executiva fixou uma taxa na segunda-feira (12), que, na minha opinião é totalmente exorbitante e abusiva, de R$ 45 mil para pagar em 48 horas", disse Pesaro, secretário de governo do Geraldo Alckmin.



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"Na minha opinião, o objetivo é barrar a minha pré-candidatura. Tanto é verdade que hoje fui notificado pelo Cesar Gontijo [secretário-geral] me dando mais seis horas para pagar ou meu pedido estaria indeferido", disse Pesaro.



"Vou solicitar ao juiz eleitoral a garantia legítima da minha participação como filiado, há 28 anos diga-se de passagem, nas prévias com a contagem de votos. Até isso. Porque Cesar Gontijo chegou a dizer que, se eu conseguisse uma liminar, que o partido não contabilizaria os votos."

Aníbal disse que entrará como associado na ação. Em resposta à notificação, "que é linguajar de cartório, não de partido", disse, Aníbal solicitou que o partido efetive os gastos necessários para as prévias, no domingo (18) rateie entre os inscritos depois de apurada a soma total.

"Claro está que o valor será infinitamente menor do que aquele arbitrado por esta douta comissão", afirmou.

Gontijo disse que a cobrança da taxa, sob pena de anulação da pré-candidatura, é justa. "A regra é que tem que pagar. Dois pagaram [Doria e Luiz Felipe d'Avila] e dois não pagaram. Se eles não manifestarem documentalmente que não têm condições de pagar, é porque estão fazendo de forma voluntária", justificou o dirigente.

"A democracia tem custo, a partidária também." Por trás da briga sobre a taxa está uma disputa política. Os pré-candidatos afirmam que a executiva está alinhada a Doria, que quer evitar a prévia e o desgaste dela decorrente.

"É uma medida contra o debate público com os militantes e filiados, antidemocrática, abusiva, ilegal", protestou Pesaro.

"Não é verdade que a executiva esteja alinhada. O pagamento da taxa não é novidade, ocorreu em 2016, é o custo da operação. Ponto. Os dois candidatos, se quisessem de fato participar do processo, fariam o pagamento, se não fizessem fariam a explicação, coisa que não fizeram", respondeu Gontijo. Com informações da Folhapress.