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Em seu informe habitual ao Congresso argentino, o chefe do Gabinete, Marcos Pena, afirmou que o submarino ARA San Juan — desaparecido há quatro meses — não estava somente realizando tarefas de treinamento.

Em primeiro lugar, o político confirmou que "o objetivo táctico prioritário" da patrulha realizada pelo submersível era a "localização, identificação e registro fotográfico/fílmico" de navios frigoríficos, logísticos, petroleiros e de investigação de outras bandeiras ou que efetuavam contrabando com uma embarcação de pesca.



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Além disso, o chefe do Gabinete detalhou que seus "objetivos materiais secundários" incluíram relevar e vigiar "navios e aeronaves que operam nas ilhas Malvinas". Ao mesmo tempo, o funcionário sublinhou, que baseia suas declarações em um documento supostamente classificado como "confidencial", mas que havia sido difundido por vários meios de comunicação.



Atividade da frota britânica nas ilhas Malvinas

De acordo com o jornal El Cronista, o mencionado texto sustenta que "é dos interesses deste comando identificar navios nessa área, chamada de "Juliana", e registrar sua atividade".

O Governo argentino admite que a missão do ARA San Juan incluía seguir aeronaves britânicas.

Ademais, outra tarefa do submarino era registrar os movimentos de "aeronaves RAF130 da Força Aérea Real britânica e aviões governamentais das Malvinas".

O submarino argentino deixou de entrar em contato com o comando em 15 de novembro de 2017, com 44 tripulantes a bordo. Os representantes da Marinha da Argentina comunicaram a possibilidade de uma explosão, que poderia ter provocado o consequente desaparecimento do navio.

Passados 15 dias após o sumiço, as autoridades informaram sobre o término das operações de resgate dos marinheiros, mas prometeram continuar as buscas dos destroços do navio. Com informações do Sputnik.