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O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) prestou uma homenagem emocionante à vereadora Marielle Franco, assassinada com quatro tiros na cabeça, na noite de quarta-feira (14), no centro do Rio de Janeiro.

"Minha irmã amiga de tantas lutas, de tantos risos, sonhos, choros e abraços. Que saudade vou sentir de você. Corta o peito! Como foi difícil e bonito ver seu nome nos cartazes e vozes de tantos jovens nas ruas do Rio. Nas mesmas ruas que andamos juntos, hoje vi uma multidão chorar e transformar você num símbolo de tudo que você foi. Foi não! É!", escreveu Freixo, em seu perfil nas redes sociais.



Ele falou sobre a ida à Cinelândia, no centro da capital fluminense, ontem (15), quando uma multidão se reuniu para protestar contra o crime e cobrar elucidação do caso. "Mari. Como eu queria que você estivesse comigo hoje na Alerj e na Cinelândia. Você sempre esteve ali comigo. Foi a primeira vez que fui sem você. Não é que você estava lá!? Estava nos sonhos de toda uma geração! Que coisa bonita, amiga. Quanto orgulho sinto de você! Você sabe!", disse.

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O deputado fez questão de destacar que a luta da vereadora ganhou o mundo e que "nenhum covarde vai te calar". "Seu nome estava em todos os lugares do mundo! Lembrei das inúmeras reuniões que fizemos com o povo da comissão, dos casos que atendemos, das visitas nas prisões e nas conversas nas favelas. Seus olhos sempre brilharam. Hoje, vi que aquilo tudo que você fez virou referência no mundo. Nenhum covarde vai te calar. Seu sorriso, seu abraço e teu amor vou carregar para sempre. Muito obrigado por tudo", postou Freixo. "Hoje fui forte, como sempre combinamos. Agora, em casa, desabo. Você foi uma das melhores coisas que tive na vida. Vou ficar perto da sua família. Te prometo. Fique em paz. Amo você!", finalizou.

Socióloga, Marielle foi assessora parlamentar do deputado estadual Marcelo Freixo, seu colega no PSOL, antes de se eleger vereadora. Em 2016, foi a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro. Na Câmara de Vereadores, presidia a Comissão de Defesa da Mulher.

O crime

Com a vereadora, no momento do crime, ainda estavam o motorista dela, Anderson Pedro Gomes, que também foi assassinado, e sua assessora, atingida por estilhaços, mas que passa bem. Os criminosos fugiram sem levar nada.

No início da noite, horas antes do ataque, Marielle Franco havia participado de um evento de apoio a mulheres negras chamado "Jovens Negras Movendo as Estruturas", na Rua dos Inválidos, na Lapa.

Quatro dias antes do crime, Marielle fez denúncias contra o Batalhão de Irajá (41ºBPM), em seu perfil nas redes sociais, dizendo que a unidade estava "aterrorizando e violentando moradores de Acari", comunidade na zona norte do Rio.