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As juízas de direito Angela Moreno Pacheco de Rezende Lopes e Cláudia Vilibor Breda, ambas com atuação no estado de São Paulo, receberam R$ 31 mil e R$ 30,3 mil de auxílio-moradia, respectivamente, em janeiro.

De acordo com a Agência Pública, que obteve a informação por meio de levantamento feito junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Tribunal de Justiça de São Paulo, os mesmos valores vêm sendo pagos às magistradas desde outubro, no caso de Angela, e setembro, no de Cláudia. Ou seja, o penduricalho rendeu R$ 124 mil e R$ 150 mil às juízas no período.



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A escrevente de Cláudia, Priscila Barbosa, explicou à Pública que o valor do pagamento acima do teto mensal, estabelecido em R$ 4.377,73 pelo CNJ, justifica-se pela retroavidade do pedido do benefício e está sendo efetuado em seis parcelas. O Tribunal de Justiça de São Paulo alegou que ambas requisitaram o auxílio-moradia de forma tardia, por isso estão recebendo os pagamentos retroativos de maneira parcelada.



Logo mais, nesta quinta-feira (15), magistrados integrantes à Associação dos Juízes Federais (Ajufe) promoverão greve para defender a manutenção do auxílio-moradia, cujo pagamento será debatido e poderá ser extinto em sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) no próximo dia 22.