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Após meses de insegurança, a chanceler alemã, Angela Merkel, finalmente conseguiu formar uma coalizão para seu quarto mandato e agora buscar fortalecer a União Europeia durante visita ao presidente da França, Emmanuel Macron.

O mandatário francês defende mudanças no bloco europeu. Uma de suas bandeiras é criar um ministério conjunto de finanças e um orçamento comum para toda zona do Euro.



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Macron sabe que o apoio da Alemanha, a maior economia da União Europeia, é primordial para suas intenções reformistas.



"É certamente um dia que Macron aguarda há muito tempo", disse Sebastien Maillard, do Instituto Jacques Delors, à agência de notícias AFP.

"Há um senso de urgência compartilhado" por parte dos dois líderes antes das eleições no Parlamento Europeu no próximo ano, que podem aumentar a participação dos eurocéticos, acredita Maillard.

A força dos partidos de direita nacionalista nas eleições italianas neste mês reforçou a percepção de que os partidos tradicionais não conseguem mais dialogar com a sociedade.

"Nós fomos golpeados, mas a audácia é a nossa resposta", afirmou Macron quando apresentou seus planos para a reforma da UE, em setembro de 2017.

Ele também defende a criação de uma "força de reação rápida" para trabalhar com os exércitos nacionais do bloco europeu.

Macron está esperando

A decisão de Merkel de fazer uma visita rápida a Paris indica que ambos os líderes estão ansiosos para que o "motor franco-alemão" volte a funcionar, dizem analistas.

"Merkel está plenamente consciente de que a Macron aguarda uma resposta a seus projetos de reforma para a UE e, mais especificamente, para a zona do euro", disse Sabine von Oppeln, cientista política da Universidade Livre de Berlim, à agência de notícias AFP.

"Ir imediatamente para a França é um sinal de que ela leva suas propostas muito a sério", disse Sabine von Oppeln.

Mas encontrar um terreno comum provavelmente se revelará difícil em várias questões-chave, mesmo que os dois desejem projetar a sensação de que a reforma da UE está bem encaminhada.

Entre as questões em que Paris e Berlin podem chegar a uma posição compartilhada, Maillard cita um novo impulso para enfrentar a crise de refugiados que abala o continente e uma tributação mais efetiva dos gigantes da economia digital.

"Os dois países estão conscientes de que este tema estará no centro das próximas eleições europeias", afirma.

"É uma área onde eles podem se unir e mostrar que a situação está sob controle". Com informações do Sputnik.