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Uma funcionária de Marielle Franco foi abordada de forma ameaçadora por um homem desconhecido em um ponto de ônibus dias antes do ataque que vitimou a vereadora e o motorista Anderson Pedro Gomes. A informação consta no depoimento da assessora que sobreviveu ao tiroteio na noite de quarta-feira (14), de acordo com o jornal O Globo.

O suspeito teria perguntado se a trabalhadora era funcionária de Marielle. A mulher teria estranhado a abordagem e o fato de um desconhecido ter associado sua imagem à da vereadora.A testemunha contou ainda que Marielle nunca comentou sobre eventuais ameaças.



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A sobrevivente e Marielle estavam no banco de trás do veículo dirigido por Anderson. A assessora não notou que o carro em que estava era perseguido. O veículo de onde partiram os disparos circulava em velocidade baixa e continuou a andar após o ataque. No momento em que os tiros começaram, a assessora se abaixou. O corpo da vereadora caiu sobre ela.



Até agora, cinco pessoas já foram ouvidas pela Divisão de Homicídios. A suspeita da polícia é que três pessoas tenham participado do crime, em dois carros, sendo um deles com placa de Nova Iguaçu, na Baixada fluminense. As balas que mataram a veradora são de um lote que foi vendido pela fábrica CBC para a Polícia Federal.