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O agente nervoso usado no ataque contra o ex-espião russo Serghei Skripal teria sido colocado dentro da mala de sua filha, Yulia, antes que ela embarcasse em Moscou. Esta é a conclusão que as autoridades britânicas chegaram sobre o caso, de acordo com uma reportagem do jornal "The Daily Telegraph" publicada nesta sexta-feira (16), que cita fontes da inteligência de Londres.

O Reino Unido analisa, agora, a possibilidade de que a substância teria sido colocada em uma peça roupa ou em algum artigo que a jovem levou na mala durante sua viagem da capital russa à cidade de Salisbury, na Inglaterra, onde vive seu pai. A ideia é que Yulia tenha sido usada como parte do plano para atacar Skripal, de 66 anos.



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O ex-espião foi encontrado em condições graves, em um shopping center de de Salisbury, sob efeito da substância química Novichok. Sua filha também foi afetada e está internada, assim como um policial que tentou ajudar os dois. O governo do Reino Unido acusa a Rússia de tentativa de assassinato contra Skripal, que foi ex-espião de Moscou, mas também traiu o país ao trabalhar como agente duplo para os serviços secretos britânicos.



Ontem, a França, a Alemanha e os Estados Unidos se uniram a Londres na acusação. Já o governo de Vladimir Putin nega qualquer envolvimento no caso e alega que está sendo vítima de uma campanha mundial contra a Rússia. A primeira-ministra Theresa May anunciou no início da semana a expulsão de 23 diplomatas russos do país. Em resposta, Moscou prometeu retirar do país os diplomatas britânicos. Com informações da ANSA.