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Um grupo de ativistas fuigiu da favela de Acari, na Zona Norte do Rio, após o assassinato a vereadora Marielle Franco (PSOL). Os militantes estão com medo de represálias, de acordo com membros do coletivo Fala Akari. As informações são do jornal Extra.

"A situação está ainda mais perigosa para os integrantes que já estão na mira deles há muito tempo, com isso juntando com a proporção que nossas denúncias contra o batalhão tomaram, o indicativo era de que alguns de nós nos retirássemos de imediato e assim fizemos", afirma um membro do grupo, que não quis se identificar.



O coletivo Fala Akari publicou no último dia 10 uma denúncia contra policiais do 41º BPM (Irajá) que foi compartilhado por Marielle. Na publicação, os militantes afirmavam que a Polícia Militar havia matado duas pessoas na véspera e que, no dia seguinte, fizeram ação para intimidar moradores da comunidade.

“Uma integrante do Coletivo Fala Akari e mais uma moradora ficaram na linha do fogo com policiais atirando em cima delas sem ter nenhum "bandido" atrás delas, ou seja, atirando para tentar matá-las. Vieram com a intenção de matar e não tiveram nenhum escrúpulo em esconder, pois falavam isso. Disseram que não iriam permitir que ocorresse o baile, logo mais a noite. Quebraram portões de moradores. Invadiram muitas casas sem o menor critério e fotografaram identidade de moradores”, diz trecho do texto escrito pelo grupo.



Em uma publicação nas redes sociais, o grupo afirma que alguns integrantes do grupo, em especial mulheres negras, recebem ameaças de policiais rotineiramente. “Não afirmamos em momento algum que policiais do dito batalhão estejam envolvidos na execução de Marielle Franco, porém como tivemos a ajuda dela para denunciar publicamente o que esses policiais vem fazendo em Acari e com sua execução logo em seguida, nosso risco aumenta.Com isso, alguns integrantes do Coletivo tiveram que sair da favela imediatamente para preservar suas vidas para que sigam na luta pelo povo”, informou o grupo.