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Ao todo, 43 observadores internacionais provenientes de 20 países, entre eles Reino Unido, Estados Unidos e Ucrânia, estão na Crimeia para monitorar o andamento das eleições presidenciais russas, as quais são realizadas pela primeira vez na península do Mar Negro.

"Há observadores da Áustria, Reino Unido, Afeganistão, Venezuela, Alemanha, Dinamarca, Israel, Espanha, Itália, Chipre, Letônia, Líbano, Paquistão, Malásia, Sérvia, Estados Unidos, Ucrânia, França, Finlândia e Suécia", disse o presidente da Comissão Eleitoral regional, Mikhail Malyshev, à agência Tass.



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Jornalistas russas e estrangeiros também acompanham as eleições na Crimeia, anexada pela Rússia há exatamente quatro anos. O governo russo agendou as eleições presidenciais para o mesmo dia do aniversário da anexação, a qual gerou uma guerra na Ucrânia e uma crise internacional. Em Moscou, a anexação é vista como "uma reunificação" de povos.



Há cerca de 1,5 milhão de eleitores na Crimeia. O governo da península convocou a população para votar "em agradecimento" à Rússia "pela paz". Já a Ucrânia, que não aceita a anexação, alertou os cidadãos da Crimeia que aqueles que ajudarem na promoção e na organização das eleições serão processados.

Em 16 de março de 2014, quase 97% dos crimeanos votaram pela reunificação do território com a Rússia, em um referendo não reconhecido pela Ucrânia, nem pela comunidade internacional. Com informações da ANSA.