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Relatora da comissão externa da Câmara que acompanha a intervenção federal no Rio de Janeiro, a deputada Laura Carneiro (DEM-RJ) disse, nesta segunda-feira (19), que a morte da vereadora carioca Marielle Franco foi uma afronta ao Poder Legislativo.

A declaração foi dada à Rádio Câmara, antes da reunião conjunta da comissão e do Observatório Legislativo da Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro (Olerj) com o general Braga Netto, interventor da Segurança no Rio, e o secretário de Segurança Pública do estado, general Richard Fernandez Nunes.



“A apuração tem que ser muito rigorosa”, afirmou a deputada. “Já na sexta-feira, estivemos com o general Braga Netto levando um documento dizendo que foi uma afronta à intervenção, uma afronta ao Poder Legislativo, uma afronta às instituições de uma forma geral”, completou. “A vereadora acabou virando um símbolo de um parlamentar morto em um combate.”

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Para Laura Carneiro, a execução da vereadora – morta com quatro tiros na cabeça na noite de quarta-feira passada (14), no Rio de Janeiro – reforça a necessidade da intervenção. “Um dos objetivos da intervenção deve ser reestabelecer a qualidade necessária da política do Rio, retirando dos seus quadros aqueles que se envolveram com a milícia e se envolveram com o tráfico de drogas”, destacou a parlamentar.

Na reunião desta terça com o interventor no Rio, a relatora da comissão externa da Câmara vai cobrar os resultados das investigações sobre a execução de Marielle e de seu motorista Anderson Pedro Gomes. Além disso, quer saber “qual o planejamento da intervenção, a questão orçamentária e todas as outras ações que vão nortear a intervenção”.

Laura elogiou ainda o anúncio feito pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, na noite de domingo (18), de que o governo federal destinará mais de R$ 1 bilhão para a intervenção no Rio de Janeiro e para o recém-criado Ministério da Segurança Pública.

Comissão sobre o assassinato

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou na última quinta-feira (15) a criação de outra comissão externa na Casa para acompanhar as investigações sobre o assassinato de Marielle Franco. A nova comissão externa foi proposta pelos deputados Jean Wyllys (Psol-RJ), Erika Kokay (PT-DF), Luiza Erundina (Psol-SP) e Wadih Damous (PT-RJ).