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O ex-vice-presidente da Camargo Corrêa Eduardo Leite teve a prisão preventiva decretada no dia 9 de março. O pedido foi feito pela 5ª Vara Criminal de São Paulo. O executivo conseguiu reverter a pena e está há 12 dias em regime domiciliar com o uso da tornozeleira eletrônica.

De acordo com a denúncia, Leite teria fraudado a jornada de prestação de serviços à comunidade de agosto de 2016 até março de 2017.



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Os extratos de localização da tornozeleira eletrônica mostraram que o executivo esteve apenas cinco vezes na empresa durante todo o período.



No mesmo dia da sentença, os advogados do executivo apresentaram um pedido de revogação da pena ou substituição da prisão para domiciliar. A tese da defesa foi acatada pelo Ministério Público Federal, que emitiu um parecer, que foi aceito pelo juízo.

Leite foi preso em 2014 e revelou à força tarefa da Lava Jato que a Camargo Corrêa pagou R$ 110 milhões em propinas na Petrobras entre 2007 e 2012.

Ele foi condenado por corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Mas passou apenas quatro meses na Polícia Federal em Curitiba, depois de celebrar um acordo de delação premiada.

Passou a cumprir a prisão domiciliar, em São Paulo. Um ano depois progrediu do regime e deveria ficar em casa nos dias de semana entre 21h e 7h, não sair de casa nos finais de semana e dedicar cinco horas semanais à prestação de serviços comunitários. Com informações da Folhapress.