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Desistiu de tomar posse como presidente da Catalunha nesta quarta-feira (21) Jordi Sánchez, separatista preso. A notícia foi confirmada pelo presidente do Parlamento regional, Roger Torrent, que adiantou a realização de uma nova rodada de consultas para a escolha de um novo candidato, conforme relata o G1.

A Promotoria do Tribunal Supremo havia recusado no dia anterior, terça-feira (20), o pedido de liberdade de Sánchez. O argumento sustenta que Sánchez, que cumpre prisão preventiva desde outubro de 2017 por acusação de insurreição no processo independentista da Catalunha, representa riscos de reiteração delitiva.



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"O deputado Jordi Sánchez, diante da reiterada ofensa aos direitos fundamentais (…) me fez chegar um escrito de renúncia a sua candidatura", declarou Torrent durante pronunciamento na Câmara da Catalunha, em trecho reproduzido pelo G1.



Entenda o caso

Com o impedimento da posse do líder separatista Carles Puigdemon pela justiça espanhola, Jordi Sánchez havia sido indicado para ocupar o cargo. O primeiro está morando na Bélgica desde outubro passado, quando foi destituído da presidência de Madri. Desde então, o governo central tem sido responsável pela administração da região, após a sua declaração de independência.