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O prefeito do Rio, Marcello Crivella, quis homenagear o líder evangélico Apóstolo Samuel Joaquim ao dar seu nome à antiga estação Campinho do BRT. Morto em 2014, aos 77 anos, o religioso mexicano teve sua vida envolvida em episódios polêmicos. Nos anos 1990, uma ex-integrante da igreja, de 31 anos, disse ter sido violentada pelo líder evangélico quando ainda era menor de idade.

De acordo com o jornal 'O Extra', a homenagem não está sendo bem vista por moradores do local. "O prefeito tá mais preocupado em mudar a estação de nome do que cuidar das pessoas. Ele vai ter que mudar letreiro, a voz que fala dentro do BRT… Isso tudo deve ter um custo. As prioridades deveriam ser outras", afirmou o universitário Victor Malheiros, de 22 anos.



Lembrando que esta não é a primeira vez que o prefeito do Rio deixa cariocas insatisfeitos com a nomeação de logradouros públicos. Em outubro do ano passado, Crivella alterou 42 nomes de ruas na Vila do João. Alguns nomes causaram polêmica por conta do cunho religioso como "Adoração", "Éden", "Monte Cião" e "Perdão".

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