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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista à Rádio Super Condá AM 610, de Chapecó (SC), nesta sexta-feira (23), um dia depois de os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirem julgar o habeas corpus que tenta impedir a sua prisão, após condenação em segunda instância.

O petista segue com sua caravana, pela região Sul do país, a caminho do município de Ronda Alta (RS).



Ontem, o Supremo marcou a análise do recurso impetrado pela defesa do petista para o próximo dia 4, depois da Páscoa. No entanto, concedeu liminar proibindo que o ex-presidente seja preso até lá.

"Eu estou pedindo a Deus que a Suprema Corte analise o mérito do processo, analise as provas, analise as acusações, analise a defesa, porque se eles tiverem meio crime contra mim, eu estou fora da política", disse o ex-presidente na entrevista de hoje.



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Perguntado sobre se o seu nome seria o único capaz de unir a esquerda, ele afirmou não ter "domínio" sobre a questão. "Nesses anos todos, o PT teve a primazia de ter uma boa relação com os outros partidos. E eu acho extraordinário que o PCdoB resolva lançar candidato, que o Boulos seja candidato pelo PSOL, porque eu acho que é preciso aparecer gente nova na política brasileira", afirmou.

Lula também se disse esperançoso. "O que é importante e que me dá prazer é que, com toda divergência que há na esquerda, se você pegar a somatória dos votos do Ciro, da Marina, nós temos mais de 60% dos votos no Brasil. Isso significa que a possibilidade de a esquerda voltar ao poder é muito grande", avaliou Lula.