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O número de feridos nos confrontos deste domingo (25) entre polícia e manifestantes pró-independência na Catalunha já chega a 52, incluindo três agentes da polícia autônoma, os Mossos d'Esquadra.

Em Barcelona, onde centenas de manifestantes tentaram romper um cordão policial em torno do edifício da delegação do Governo espanhol, 50 pessoas foram socorridas, enquanto outras duas ficaram feridas em Lleida.



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Naquela localidade perto de Barcelona, um grupo de cerca de 2.000 pessoas conseguiu passar o cordão policial em volta da delegação governamental, obrigando a polícia anti-motim a concentrar-se junto à porta do edifício.



Os protestos que envolvem milhares de pessoas na Catalunha foram motivados pela prisão do ex-presidente do governo regional catalão Carles Puidgemont e outros líderes independentistas.

A polícia autônoma da Catalunha deteve três pessoas nos arredores da delegação do governo central em Barcelona, onde alguns manifestantes lançaram ovos, latas, bombas e tinta amarela contra os agentes da polícia anti-motim, que carregaram para defender o perímetro em torno do edifício que representa o poder de Madrid.

Puidgemont foi preso neste domingo (25) pela polícia alemã junto à fronteira com a Dinamarca, no cumprimento de um mandado de detenção europeu emitido pela justiça espanhola.

Na sexta-feira (23), o Supremo Tribunal espanhol acusou de delito de rebelião 13 separatistas pela participação deles no processo de independência da Catalunha, entre os quais o ex-presidente do executivo regional Carles Puigdemont, refugiado na Bélgica.

O juiz responsável pela instrução do caso, Pablo Llarena, avançou com as acusações quatro meses depois do início da investigação sobre a tentativa de organizar a criação de uma República independente na Catalunha. Os 13 acusados de rebelião podem ter de cumprir uma pena de prisão superior a 30 anos de cadeia.

Carles Puigdemont é acusado de ter organizado o referendo de autodeterminação de 01 de outubro de 20017, apesar deste ter sido proibido por violar a Constituição espanhola. A 27 de outubro de 2017, Madrid decidiu intervir na Comunidade Autônoma, através da dissolução do parlamento regional, da destituição do executivo regional e da convocação de eleições regionais que se realizaram em 21 de dezembro de do ano passado.

O bloco de partidos independentistas manteve uma maioria de deputados no parlamento regional e está a ter dificuldades para formar um novo executivo. Com informações da Lusa.