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Após a desistência de Luciano Huck de disputar a Presidência da República pelo PPS, o partido aprovou em congresso, no domingo (25), indicativo de apoio à campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) ao Palácio do Planalto.

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire, disse que a definição efetiva será feita na convenção, às vésperas da campanha, mas a tendência é de apoio ao tucano.



Uma comitiva do PPS visitou o governador depois do congresso para comunicar a decisão.

"Ele é uma figura profundamente respeitadora do diálogo. O Brasil precisa voltar a ser cordial e viver em paz, e não esse absurdo entre lulopetistas e bolsonaristas", disse Freire. "A gente não sabe quem é mais deletério para a democracia."



A posição do PPS foi comemorada pela equipe de Alckmin. Vem em momento turbulento da decolagem de sua candidatura, em meio à fragmentação de candidaturas de centro, que podem prejudicar o seu desempenho na eleição de outubro.

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Freire disse que o PPS não discute mais nem candidatura nem filiação de Huck ao partido. As conversas, disse, restringem-se à integração de movimentos civis ao partido.

O senador Cristovam Buarque (DF), que tinha se colocado internamente como pré-candidato do PPS à Presidência, disse nesta segunda-feira (26) que respeita a decisão da legenda e não se opõe à ideia de conversar com Alckmin.

Anteriormente, ele vinha defendendo que o partido apoiasse Marina Silva (Rede) caso não fosse lançar nome próprio. "Vamos levar propostas do PPS a Alckmin e ver o que ele está disposto a incorporar na campanha dele", afirmou Cristovam. Com informações da Folhapress.