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O ditador norte-coreano Kim Jong-un está fazendo uma visita secreta à China, na primeira vez que deixa seu país desde que chegou ao poder em 2011. A informação foi divulgada nesta segunda (26) pela agência de notícias Bloomberg e não foi confirmada oficialmente.

Não há detalhes sobre quanto tempo ele ficará no país, por quais cidades passará ou com quem pretende se reunir. Também não há informações sobre quais assuntos serão tratados nos encontros, mas a agência de notícias japonesa Kyodo afirmou que o objetivo da visita é melhorar a relação diplomáticas entre os dois países, estremecidas desde que Pequim permitiu que o Conselho de Segurança da ONU impusesse uma série de sanções contra Pyongyang.



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A China é o principal parceiro econômico e político da ditadura norte-coreana, que atualmente busca uma aproximação com seus vizinhos da Coreia do Sul e com os Estados Unidos -que, por sua vez, está no meio de uma guerra comercial contra Pequim.



Segundo a imprensa japonesa, um trem com um vagão verde com linhas amarelas foi visto chegando a Pequim na manhã desta segunda. A pintura é semelhante a do trem utilizado por Kim Jong-il, pai do atual ditador, quando ele visitou a China em 2011.

A Kyodo disse que o comboio, composto por 21 vagões, teria entrado na China pela cidade de Dandong, que faz fronteira com a Coreia do Norte e fica a 1.100 quilômetros de Pequim -são cerca de 14 horas de trem. Nas redes sociais, os moradores de Dandong narraram um aumento na segurança e especularam que uma autoridade norte-coreana poderia estar passando pelo local, com alguns citando o próprio Kim.

A polícia de Pequim também aumentou a segurança em diversos pontos da capital, proibindo turistas na proximidade do Grande Salão do Povo, onde os líderes estrangeiros costumam ser recebidos. O sistema ferroviário da cidade informou um atraso de alguns trens nesta segunda e um repórter da agência de notícias Reuters disse ter visto um comboio de carros com forte segurança cruzando a cidade.

A Casa de Hóspedes de Diaoyutai, em Pequim, também teve a segurança reforçada. O local costuma abrigar chefes de Estado em visita à China. Apesar disso, nenhuma autoridade confirmou a visita. A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hua Chunying, disse que não tinha nenhuma informação sobre o assunto e a embaixada norte-coreana em Pequim não respondeu aos pedidos de comentário da Reuters.

Kim Jong-il, pai e antecessor de Kim Jon-un no comando do país, costumava confirmar suas visitas à China apenas quando já tinha retornado à Coreia do Norte. Com informações da Folhapress.