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A proteção de cidadãos da Libéria que estão nos Estados Unidos foi derrubada pelo presidente Donald Trump nesta terça-feira (27). Com o cancelamento da Diferida de Saída Forçada (DED, na sigla em inglês), os liberianos vão ser obrigados a deixar o país ou a regularizar a situação migratória no prazo máximo de um ano, conforme relata a agência EFE.

Decisões como esta, que deve afetar cerca de 200 mil liberianos, já haviam sido anunciadas contra cidadãos de outros países, como Nicarágua, El Salvador e Haiti. O ex-presidente Barack Obama havia renovado a permissão favorável aos cidadãos da Libéria em 2006, com validade até o próximo dia 31 de março.



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Porém, com a medida anunciada por seu sucessor, eles teriam apenas 12 meses para deixar os Estados Unidos, período considerado "apropriado" por Trump, para que o país de origem reabsorva os cidadãos que regressarem.



"Por meio de consultas com os departamentos e agências executivas apropriadas e meus assessores, fui informado que as condições na Libéria melhoraram. A Libéria já não está vivendo um conflito armado e alcançou avanços significativos no restabelecimento da estabilidade e da governança democrática", diz o memorando oficial assinado por Donald Trump, reproduzido pela agência EFE.