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Manifestantes anti-Lula realizam uma carreata na tarde desta quarta-feira (28) pelas ruas de Curitiba (PR). O destino é a praça 19 de dezembro, no centro da cidade, a menos de 1 km da praça Santos Andrade, onde será o ato dos petistas.

Os manifestantes se reuniram por volta das 15h no estacionamento do Parque Barigui. Cristiano Roger, 40, analista de Recursos Humanos e líder do "Curitiba Contra Corrupção", orientava uma possível ovada na caravana do ex-presidente. "A comitiva vai passar aqui, o ideal seria o pessoal ir do outro lado, jogar os seus ovos e depois a gente começar a carreata." Não passou.



Cristiano diz que o grupo não levou os ovos, que teriam sido trazidos espontaneamente pelos manifestantes. Ele afirma que o trio elétrico foi financiado com uma vaquinha dos membros e venda de camisas e pixulecos.

A reportagem acompanha a carreata no primeiro carro, conduzido pelo empresário João Parolin, 38. Parolin diz ser o coordenador da segurança do "Curitiba Contra Corrupção", um dos três grupos responsáveis pela manifestação, ao lado do "Acampamento Lava Jato" e "Patriotas Paraná".



Ele afirma que trabalha junto com a Política Militar para garantir a tranquilidade dos protestos. Sobre a ovada, diz que uma empresa chegou para vender e que os manifestantes se animaram, mas que não concorda com o ato. "Não posso permitir que façam esse tipo de coisa."

Para acalmar os manifestantes e dar o pontapé na carreata, Parolin prometeu levá-los à casa do senador Roberto Requião, da ala dissidente do MDB. Requião anunciou que estará presente no protesto pró-Lula.

A carreata, de fato, passou pela casa do senador, mas Parolin não avisou os manifestantes. "Eu só quero que ele ouça." Do carro de som, gritos de ordem criticando o STF e defendendo a imediata prisão de Lula.

A carreata não foi escoltada pela Polícia Militar. O tenente Tiago Vieira diz que a PM conta com viaturas ao longo do caminho para acompanhar o protesto. Ele afirma que a corporação teme confrontos entre manifestantes opostos no fim da tarde, mas que o reforço no policiamento visa evitar este tipo de problema. Com informações da Folhapress.