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Assessor especial da Presidência da República até dezembro de 2016 e amigo pessoal de Temer, o advogado José Yunes foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (29), em São Paulo. A prisão é temporária – válida por cinco dias – e foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso no âmbito das investigações sobre supostas propinas pagas ao presidente em decreto relativo ao setor portuário.

"É inaceitável a prisão de um advogado com mais de 50 anos de advocacia, que sempre que intimado ou mesmo espontaneamente compareceu a todos os atos para colaborar. Essa prisão ilegal é uma violência contra José Yunes e contra a cidadania", disse ao G1 o advogado de Yunes, José Luis de Oliveira Lima.



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Segundo delação de Lúcio Funaro, Yunes administraria propinas pagas a Temer e lavaria o dinheiro ilegal investindo-o em sua incorporadora imobiliária.