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Condenado a 30 anos de prisão pela morte da filha Isabella, então com cinco anos, em 2008, Alexandre Nardoni vive a expectativa de subir ao regime semiaberto em 2019, quando terá completado dois quintos da pena. Também condenada pelo crime, a 26 anos, a madrasta da criança, Anna Carolina Jatobá, teve acesso ao benefício em agosto do ano passado.

Preso na penitenciária masculina de Tremembé, Nardoni tem trabalhado desde que chegou a prisão, produzindo cadeiras de ferro e madeira posteriormente utilizadas em escolas públicas. Devido ao trabalho e ao bom comportamento, ele deverá solicitar a progressão ao semiaberto em julho do ano que vem.



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"Ele precisaria cumprir dois quintos de pena, ou seja, 12 anos. Acontece que nesse período todo que ele está lá dentro, ele trabalhou. E aí tem na lei de execução penal a remissão. A cada três dias trabalhados, você pode remir um de pena. Então, ele deve poder pedir o mesmo benefício que ela [Anna Carolina] pediu no ano que vem", explicou ao Uol o procurador Francisco Cembranelli, responsável pela acusação a Alexandre e Anna Carolina.



No semiaberto, o preso tem direito a trabalhar e estudar durante o dia, tendo de retornar à prisão no período noturno.