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Preso nessa quinta-feira (29) em São Paulo durante a Operação Skala, da Polícia Federal (PF), o coronel reformado João Batista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer, é o único dos nove detidos na ação que ainda não depôs. Segundo a defesa de Lima, ele não tem condições "físicas e psicológicas" para falar com a polícia nesta sexta-feira (30).

"Em decorrência do quadro de saúde e da própria circunstância de estar hoje aqui acautelado, ele não revelou condições psicológicas e físicas de prestar seu depoimento. Portanto, preferiu reservar-se o direito de ficar em silêncio. Nega, veementemente, todas as imputações que lhe são feitas, e assumiu o compromisso de prestar depoimento em data futura a ser agendada com a PF", informou o advogado Cristiano Benzota, segundo publicado pelo 'Globo'.



Era esperado que o coronel fosse ouvido nesta sexta-feira (30) na sede da Superintendência da PF, em São Paulo. Ele chegou a ser levado para uma sala, mas disse que se sentia mal.

A mulher e sócia do coronel, a arquiteta Maria Rita Fratezi, prestou depoimento à PF nesta sexta-feira (30). Os investigadores questionaram sobre uma reforma feita por ela na casa de uma das filhas de Temer no Alto da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, em 2014.



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Suspeita-se que a obra foi paga com dinheiro de corrupção. No depoimento, Maria Rita afirmou que não participava da gestão das empresas do coronel.

Com o depoimento de Lima, a PF espera esclarecer como foi paga a reforma da casa da filha de Temer e saber qual é a relação o militar com empresas do setor portuário.