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Em Paris para encontro com o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurría, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes falou sobre as prisões, na quinta-feira (29), de pessoas próximas ao presidente Michel Temer, como seu ex-assessor José Yunes.

"Isso (as prisões) precisa ser olhado com muito cuidado. E certamente também haverá questionamentos sobre essas prisões, e isso será analisado. O importante é que se façam as coisas segundo o devido processo legal, que não haja exorbitância, e que se houver aqui ou acolá um equívoco, que o tribunal possa corrigi-lo", afirmou, segundo o jornal O Globo.



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O magistrado também comentou o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula, marcado para 4 de abril. "Acho que não tivemos a melhor condução desta matéria. Problemas sérios e grandes devem ser enfrentados, não podem ser colocados para baixo do tapete. De alguma forma, talvez por boas razões, se tentou retardar o debate, que já podia ter sido feito em dezembro ou no início de fevereiro. E a questão da 2° instância só se agigantou. E, na medida em que se aproximava a efetivação da ordem de prisão do ex-presidente Lula, o tema se tornou premente e o tribunal teve que decidir. E aí também não decidiu, por conta de limites circunstanciais. E a não decisão não contribui para o distensionamento."