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Johan van Hulst, um senador e professor holandês, ficou conhecido quando foi uma parte importante de uma rede que ajudou cerca de 600 bebês e crianças holandesas judias a escapar de nazistas durante o holocausto. O professor morreu no último dia 22, aos 107 anos, mas a informação só foi divulgada pelo senado do país nesta semana.

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As crianças conseguiram sobreviver graças a um conjunto de operações orquestradas para as tirar do campo de visão das forças nazistas que as procuravam para enviar para campos de concentração.

Johan (na foto, ao lado do premiê Benjamin Netanyahu) trabalhava como diretor de uma escola protestante em Amesterdã, mas, em 1942, diante do encerramento das atividades escolares, insistiu para que as portas ficassem abertas, mesmo sem dinheiro do governo, e com a ajuda de pais das crianças.



Do outro lado da estrada, ficava a Hollandsche Schouwburg, um antigo teatro apreendido pelos nazistas que era usado como centro de deportação para Westerbork, na Holanda, Auschwitz e Sobibor, na Polônia. O encarregado era Walter Süskind, um judeu-alemão que tinha renegado as raízes para se juntar às SS.

No entanto, quando Walter percebeu que através dos registros havia uma forma de ajudar algumas pessoas a escapar, juntou forças com Johan e com a diretora de uma escola ao lado. O plano era esperar que passasse o bonde em frente às escolas para levar as crianças que conseguissem para o fundo do edifício, onde eram recolhidas e escondidas por grupos de resistência.

"Tínhamos de fazer uma escola e uma das coisas mais horríveis de fazer era fazer uma escolha", disse Johan numa das últimas entrevistas que deu, citada pela BBC. Dessa forma Johan conseguiu salvar mais de 600 crianças. Mais tarde teve mesmo de acabar por se esconder a ele próprio, depois de ter sido denunciado por um dos seus colaboradores. Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, acabou por integrar o senado holandês pelo Partido Democrata Cristão durante 25 anos, até 1981 e foi membro do Parlamento Europeu de 1961 até 1968.