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O ajudante de pedreiro Davidson Farias de Sousa, de 28 anos, morto em tiroteio na Rocinha na tarde de quinta-feira (29), foi enterrado na tarde deste sábado (31) no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. A família da vítima voltou a culpar a PM: "foi o Choque que atirou".

Davidson estava com o filho de 6 meses no colo quando foi baleado. A criança caiu e foi atendida e liberada no mesmo dia, sem ferimentos graves. No enterro, a esposa dele, Adriana Santos, de 26 anos, segurava o bebê e repetia: "Papai está só dormindo, papai está só dormindo".



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Adriana culpa a PM pela morte de Davidson. "Bandido dá tiro de cima para baixo. O tiro foi de baixo para cima. Não tem lógica querer reverter. Quero que as armas sejam apreendidas, porque a bala foi achada. A bala que atingiu meu marido e quase atingiu o meu filho foi achada. E não foi à toa", afirmou ao G1. "Vão dizer que confundiram meu filho como uma arma? É o que eles vão alegar", concluiu.



Meu filho está chorando toda noite porque dormia agarrado com o pai dele."

Segundo Diego, irmão da vítima, a polícia não socorreu Davidson. "Foi o Choque quem matou meu irmão. Nenhum PM foi socorrer. Ainda nos apontaram arma quando descemos com o corpo", contou. "A bala tem numeração. Queremos justiça", completou.

"Não tenho medo de falar isso, que foi o Choque que atirou. Estão tirando vida de trabalhadores, estamos cheios de indignação. Eles precisam proteger e não tirar vida”, disse Diego.

Segundo a PM, policiais do Choque patrulhavam o local quando ouviram os tiros. "Como não se viu a origem dos disparos, não houve revide por parte dos policiais militares", explicou em nota.