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Centenas de pessoas participaram de um protesto na sexta-feira (30) em Sacramento, capital da Califórnia, após uma autópsia no corpo de Stephon Clark contradizer a versão oficial do caso, de que ele foi morto quando estava indo em direção aos policiais.

O caso foi o mais mais recente de uma série de mortes de homens negros pela polícia que provocaram protestos por todo os Estados Unidos e alimentaram um debate nacional sobre preconceitos no sistema de justiça.



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Segundo o novo laudo divulgado, o homem de 22 anos foi atingido seis vezes nas costas, uma na perna e uma na lateral do corpo. Ele tinha dois filhos. Negro, Clark foi morto no dia 18 no quintal da casa de seu avô por policiais, após uma denúncia que alguém estaria quebrando a janela para invadir o local.



Os policiais disseram que dispararam os 20 tiros, dos quais oito acertaram a vítima, porque Clark estava indo na direção deles e com algo na mão que pensaram se tratar de uma arma -depois foi revelado que o objeto era um celular.

Assim, a autópsia, que não é oficial, contraria esta versão já que ele foi atingido nas costas. O Departamento de Polícia de Sacramento disse que vai esperar o laudo oficial antes de se manifestar. O advogado da família de Clark, Benjamin Crump, criticou os policiais pelo caso. "Esta autopsia independente afirma que Stephon não era uma ameaça para a polícia e foi morto em mais um assassinato sem sentido feito pela polícia em circunstâncias cada vez mais estranhas."

Logo depois da autópsia ser divulgada, manifestantes começaram a se reunir na frente da prefeitura para protestar. Com máscaras pretas e megafones, o grupo com cerca de 200 pessoas marchou pelas ruas da cidade com gritos de "atire em nós, nós derrubamos vocês" e xingamentos contra a polícia. Foram convocados 80 agentes de segurança para impedir que o ato bloqueasse uma estrada. Ninguém foi preso e não há registro de feridos.

Um novo protesto está marcado para este sábado (31). Desde a morte de Clark, já ocorreram diversas manifestações semelhantes em Sacramento, que por duas vezes causaram atrasos em jogos da NBA (a liga profissional americana de basquete) na cidade.