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O papa Francisco presidiu na noite deste sábado (31), na Basílica de São Pedro, a Vigília Pascal e convidou todos os fiéis a quebrarem o silêncio perante às injustiças do mundo.

"É a noite do silêncio do discípulo entorpecido e paralisado, sem saber para onde ir diante de tantas situações dolorosas que o oprimem e o rodeiam. Hoje, atormentado diante de uma realidade que o faz acreditar que nada pode ser feito para vencer tantas injustiças que vivem em nossa carne, enraizada pela rotina avassaladora", disse o Pontífice.



A cerimônia teve início às 20h30 (horário local) com a bênção do fogo e a preparação da vela pascal. Na homilia, Jorge Mario Bergoglio explicou que o anúncio da ressurreição quer mover as pessoas, superar a inércia e o silêncio. "E no meio de nossos silêncios, quando nos tocamos tão esmagadoramente, é que as pedras começam a gritar".

O líder da Igreja Católica ainda enfatizou que as situações adversas são "o túmulo vazio que quer desafiar, mover, questionar, mas acima de tudo quer nos encorajar a acredita e confiar que Deus 'acontece' em qualquer situação, em qualquer pessoa, e que sua luz pode alcançar os cantos mais imprevisíveis e mais fechados da existência".



Durante a vigília, Francisco administrou os sacramentos da iniciação cristã – Batismo, Confirmação e Primeira Comunhão – a oito adultos provenientes da Albânia, Itália, Nigéria, Peru e Estados Unidos.

A celebração é mais um rito preparatório à Páscoa, festividade do calendário cristão que comemora a ressurreição de Jesus Cristo. Para o Pontífice, a ressurreição é o fundamento e a força que todos os cristãos têm para gastar a vida, a energia, inteligência, afeto e vontade na busca e, especialmente, na geração do caminho para a dignidade.

"Ele ressuscitou! É o anúncio que sustenta a nossa esperança e a transforma em atos concretos de caridade. Precisamos deixar nossa fragilidade ser ungida por essa experiência", alertou o Papa, ressaltando que é este anúncio que desafia e renova "a fé e os nossos horizontes míopes".

A Vigília Pascal é o último ritual que antecede a Páscoa, comemorada neste domingo (1). "Celebrar a Páscoa significa acreditar mais uma vez que Deus explode e não cessa de entrar em nossas histórias".

"Deus nos convida a quebrar hábitos repetitivos, renovar nossas vidas, nossas escolhas e nossa existência, um convite dirigido a nós. Queremos participar deste anúncio da vida ou vamos permanecer em silêncio ante aos acontecimentos? ", indagou.

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As palavras do Pontífice são um apelo para os fiéis vencerem "aquela atitude pusilânime que tantas vezes nos tenta enterrar todo tipo de esperança".

Amanhã (1), o papa Francisco vai pronunciar, ao meio dia (horário local), a mensagem "Urbi et Orbi, na qual abordará as principais crises da atualidade, como miséria, guerra, violência, migração. Com informações da ANSA.