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A prêmio Nobel da Paz Malala Yousafza terminou nesta segunda-feira (2) a visita ao país natal, Paquistão, a primeira desde 2012, quando foi atingida por uma bala na cabeça por defender o direito das meninas à educação. A ativista, de 20 anos, deixou o hotel onde estava hospedada, sob forte esquema de segurança, e partiu do aeroporto internacional Benazir Bhutto rumo a Londres, onde mora.

Malala regressou ao Paquistão na última quinta-feira (29), onde foi recebida pelo Governo e pelas instituições paquistanesas.



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A ativista foi incapaz de conter as lágrimas no discurso filmado no gabinete do primeiro-ministro, Shahid Khaqan Abbasi, durante o qual afirmou que regressar ao país "é um sonho".



Na manhã de sábado, a estudante chegou num helicóptero militar, acompanhada pelos pais e pelo irmão, a Mingora. Na cidade em que Malala nasceu foi montado um forte esquema com as forças de segurança. Muitas ruas a permanecerem interditadas pelo exército.

"Tanta alegria em ver a minha família em casa, visitar os amigos e em pisar neste solo novamente", escreveu Malala na rede social Twitter, no sábado. No entanto, a presença da ativista também despertou duras críticas e protestos, como o organizado pela principal associação de escolas privadas do país que, na sexta-feira, usou o lema: "Eu não sou Malala".

Malala Yousafzai abandonou o Paquistão entre a vida e a morte após a tentativa de assassinato perpetrada por militantes talibãs, quando voltava da escola. Tratada na Inglaterra, ela tornou-se um ícone dos direitos das meninas à educação, o que lhe valeu o prêmio Nobel da Paz em 2014, em conjunto com o indiano Kailash Satyarthi. Com informações da Lusa.