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Após cerca de seis anos de assédio, os últimos rebeldes começaram a deixar Ghouta Oriental, região situada nos arredores de Damasco, nesta segunda-feira (2), em uma vitória significativa para o presidente da Síria, Bashar al Assad.

O anúncio da retirada coube à TV estatal síria, que afirmou que os milicianos e suas famílias, totalizando cerca de 450 pessoas, aceitaram deixar Duma, a maior cidade da zona, após um acordo entre o grupo Jaysh al Islam, um dos que comandavam a área, e a Rússia, aliada do regime Assad.



Os evacuados serão transferidos para a cidade de Jarablus, no norte do país e que está sob controle de rebeldes e da Turquia.

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Nos últimos dias, outros milicianos já haviam deixado Ghouta e partido rumo à província norte-ocidental de Idlib. Alguns rebeldes continuam na região, e Damasco prometeu manter a ofensiva até eliminar todos os focos de resistência.

Ghouta está sob assédio das forças de Assad desde 2012, quando foi tomada por milícias de oposição. A operação de evacuação não teve a participação das Nações Unidas, que acusam Damasco de esvaziar a região de cidadãos hostis ao governo.

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (Sohr), a ofensiva dos últimos meses provocou mais de 1,6 mil mortes e a retirada de 40 mil indivíduos. (ANSA)