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Depois de afirmar, no último domingo (1º), que estará de jejum, oração e "torcendo pelo País", durante o julgamento de habeas corpus do ex-presidente Lula no STF, o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol dividiu a opinião dos brasileiros.

"Uma derrota significará que a maior parte dos corruptos de diferentes partidos, por todo o país, jamais será responsabilizada, na Lava Jato e além. O cenário não é bom", escreveu ele, em seu perfil no Twitter.



Em entrevista à rádio "Jovem Pan", Dallagnol rebateu as críticas. "Expressar sua fé faz parte da liberdade religiosa e de expressão. Promotor, procurador não deixa de ser cidadão. Eu me expressei em rede social pessoal", destacou.

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Criticado por alguns, elogiados por outros. Foi o caso do juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato em primeira instância no Rio, que apoiou a atitude do procurador.

"Caro irmão em Cristo, como cidadão brasileiro e temente a Deus, acompanhá-lo-ei em oração, em favor do nosso país e do nosso povo", escreveu o magistrado, também no Twitter, no domingo.

Para Dallagnol, um decisão do STF favorável a Lula coloca em xeque os quatro anos de trabalho da Lava Jato e garante a "impunidade sistêmica". "Estamos prestes a jogar tudo o que foi feito no lixo por meio de uma mudança de entendimento que vai continuar a impunidade (…) Se o Supremo impedir [a prisão após segunda instância] vai impactar não só a Lava-Jato. Não tem motivo para mudar entendimento. Se mudar essa regra vai ser um marco de impunidade. Vai soltar corruptos, traficantes, pedófilos. E não é alarmismo", ressaltou ele na entrevista.