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Para o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, a Operação Skala, que prendeu 13 pessoas, na última semana, entre elas amigos do presidente Michel Temer, foi um "excesso de autoritarismo".

“Desde o Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes) em Ibiúna não se prende tanta gente simplesmente para ouvir depoimentos. O que a gente deseja é que isso tenha sido um ponto fora da curva e não represente, como aconteceu em 1968, um símbolo de endurecimento e de um novo surto de autoritarismo”, afirmou Marun, em entrevista à radia CBN, nesta terça-feira (3).



Durante a ação da Polícia Federal, foram detidos, entre outros, o advogado José Yunes, o coronel João Baptista Lima Filho e o ex-ministro da Agricultura, ex-deputado federal e ex-presidente da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) Wagner Rossi, todos aliados próximos de Temer.

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O ministro também criticou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, agem mancomunados, como se fossem uma única instituição. Marun também voltou a dizer que entrará com pedido de impeachment contra o ministro do STF Luis Roberto Barroso.

“Ele exacerbou as atribuições de sua função quando, ao investigar um caso de 2017, pediu a quebra do sigilo bancário do presidente desde 2013. Não acharam nada nesse decreto dos portos que incriminasse Temer. É como um assassinato sem cadáver, em que tentam voltar no tempo e abrir sepulturas para tentar encontrar alguma coisa”, pontuou.

Referindo-se ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, Marun ainda cobrou que a Casa se posicione de maneira mais enérgica diante das decisões do STF.