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O diretor do laboratório militar britânico de Porton Down, Gary Aitkenhead, admitiu que ainda não se sabe a procedência do "agente nervoso" utilizado em um ataque contra o ex-espião russo Serghei Skripal e sua filha Yulia.

"Até o momento não foi verificada a proveniência precisa do agente nervoso do tipo novichok", declarou Aitkenhead em uma entrevista. "Mas fornecemos ao governo algumas informações científicas", acrescentou.



O cientista definiu o agente somente como uma substância "extremamente tóxica" e "sem antídotos conhecidos". No entanto, sem citar nomes, ele disse que "apenas um autor estatal" poderia produzir um veneno deste tipo.

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Aitkenhead também defendeu o laboratório, que fora acusado de produzir a substância tóxica. "De maneira alguma isso pode ter saído das nossas estruturas, nós possuímos os níveis mais altos de segurança e controle e somos periodicamente inspecionados por outras instituições".

O caso do envenenamento de Skripal, ocorrido em 4 de março, gerou uma crise diplomática entre Reino Unido, Rússia e diversos outros países, como os Estados Unidos, e culminou na expulsão de representantes russos de quase 30 nações, afetando mais de 130 diplomatas. (ANSA)