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Em palestra na universidade de Brasília, nesta terça-feira (3), o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot afirmou que os investigadores chegaram ao apartamento onde estavam guardados R$ 51 milhões, e que seria usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), por meio de denúncia anônima.

O montante, de acordo com a apuração, seria decorrente de fraudes na liberação de créditos na Caixa Econômica Federal, entre os anos de 2011e 2013, período em que Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição financeira.



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De acordo com Janot, a suspeita era de que a pessoa responsável pelo imóvel estivesse se preparando para fugir do país. "Esse cidadão estava preso e obteve autorização para prisão domiciliar. O estado natal dele não tinha tornozeleira eletrônica, então ele ficou em domiciliar, sem tornozeleira, e começou a fazer um movimento estranho", disse.



"Aí os vizinhos ligaram para a procuradoria dizendo: tem um movimento muito estranho desse cidadão, ele deve estar se organizando para fugir do país. Houve um pedido de busca e apreensão no apartamento e estávamos seguros de que encontraríamos material para fuga", completou Janot.

Durante a palestra, Janot não citou nomes, mas mostrou imagens da apreensão do dinheiro. Dessa forma, foi possível aos participantes identificar o caso.

Conforme o portal Uol, a defesa do ex-ministro, em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), negou irregularidade em relação ao dinheiro encontrado e afirmou que a origem dos R$ 51 milhões decorre da "simples guarda de valores em espécie".